Dor neuropática
Síndrome dolorosa regional complexa
Uma dor desproporcional que se instala num membro, geralmente após trauma ou cirurgia, acompanhada de alterações na pele, temperatura e inchaço. O diagnóstico precoce muda o prognóstico.
Sintomas comuns
O que você costuma sentir.
- Dor intensa e desproporcional ao evento que a originou
- Mudanças de cor, temperatura e suor na região
- Inchaço e alterações na pele, pelos ou unhas
- Sensibilidade extrema ao toque mais leve
Sintomas variam de paciente para paciente. Quadros sutis podem ser tão limitantes quanto os mais evidentes.
Como tratamos no ITC
Investigamos a síndrome dolorosa regional complexa com atenção ao tempo, porque é uma das condições em que o diagnóstico precoce mais altera o desfecho. O reconhecimento é clínico, baseado no conjunto característico de dor desproporcional e alterações de pele, temperatura e inchaço, e o objetivo é agir antes que o quadro se consolide. O tratamento é em escalada e tipicamente multimodal: combinamos reabilitação dirigida à dessensibilização e ao retorno do uso do membro — peça central aqui — com bloqueios guiados por imagem, em especial sobre o sistema nervoso simpático, que ajudam a interromper o ciclo da dor. Radiofrequência e neuromodulação entram nos quadros que resistem. A condução exige paciência e constância, com evolução medida em meses, e a honestidade de que casos avançados são mais difíceis. Por seu caráter complexo, é uma das condições em que mais trabalhamos em conjunto com reabilitação e outras especialidades.
O que esperar do tratamento
Como conduzimos, passo a passo.
01
Investigação precoce
Tempo é central — é uma das condições em que o diagnóstico precoce mais altera o desfecho. Reconhecimento clínico baseado no conjunto característico: dor desproporcional, alterações de pele, temperatura e inchaço.
02
Plano multimodal
Reabilitação dirigida à dessensibilização e ao retorno do uso do membro — peça central aqui. Bloqueios guiados por ultrassom, em especial sobre o sistema nervoso simpático (agulha fina + anestesia local, ambulatorial), que ajudam a interromper o ciclo da dor. Radiofrequência (agulha fina + anestesia local) e neuromodulação — Estimulação Magnética Transcraniana (sessão ambulatorial, sem agulha) — em quadros que resistem.
03
Acompanhamento integrado
Condução exige paciência e constância — evolução medida em meses. A maioria é conduzida sem opioide crônico e sem cirurgia, mas raramente totalmente sem intervenção. Honestidade de que casos avançados são mais difíceis. Pelo caráter complexo, trabalho em conjunto com reabilitação e outras especialidades.
Antes de qualquer procedimento
Investigação antes do tratamento.
A primeira consulta no ITC começa com anamnese aprofundada e exame físico orientado — guiado por ultrassonografia quando indicado.
Outras condições relacionadas
Quadros que costumam aparecer juntos.
Dor neuropática
Dor causada por lesão ou disfunção do próprio sistema nervoso. Ela queima, choca e formiga — e não responde aos analgésicos comuns, porque a origem é diferente.
Dor pós-cirúrgica persistente
Dor que continua, ou aparece, depois de uma cirurgia já cicatrizada. Não é fracasso do procedimento — é o sistema nervoso que se sensibilizou no processo, e isso tem tratamento próprio.
Dor abdominal e pélvica crônica
Dor persistente no abdome ou na pelve que já foi investigada sem achado que a explique por completo. Com frequência há um componente neuropático, de nervos da parede ou da região, que passou despercebido.
Esta é a sua dor?
Em até 48 horas após a avaliação, você recebe diagnóstico e sequência de tratamento — por escrito.
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