Dor neuropática
Dor pós-cirúrgica persistente
Dor que continua, ou aparece, depois de uma cirurgia já cicatrizada. Não é fracasso do procedimento — é o sistema nervoso que se sensibilizou no processo, e isso tem tratamento próprio.
Sintomas comuns
O que você costuma sentir.
- Dor na região operada que persiste após a cicatrização
- Queimação, choque ou sensibilidade na cicatriz
- Dor desproporcional ao toque ou à roupa
- Sensação de que "algo não voltou ao normal"
Sintomas variam de paciente para paciente. Quadros sutis podem ser tão limitantes quanto os mais evidentes.
Como tratamos no ITC
Investigamos a dor pós-cirúrgica persistente entendendo que aqui o problema raramente é a cirurgia em si, e sim nervos que ficaram irritados ou um sistema de dor que se sensibilizou durante a recuperação. O exame clínico identifica se há um nervo específico envolvido, neuroma ou um padrão mais difuso de sensibilização. Tratamos em escalada e com paciência: começamos por dessensibilização e controle da dor neuropática, avançamos para bloqueios guiados por imagem sobre o nervo comprometido e, em quadros que persistem, recorremos à radiofrequência e a tecnologias de neuromodulação como a estimulação magnética transcraniana. O ortobiológico tem papel quando há componente de cicatrização tecidual envolvido. A recuperação é progressiva, medida em semanas a meses, e quanto mais cedo se intervém menor a chance de a dor se consolidar. Quando há suspeita de complicação cirúrgica estrutural, reaproximamos o cirurgião responsável.
O que esperar do tratamento
Como conduzimos, passo a passo.
01
Investigação
Aqui o problema raramente é a cirurgia em si, e sim nervos que ficaram irritados ou um sistema de dor que se sensibilizou durante a recuperação. Exame clínico identifica se há nervo específico envolvido, neuroma ou padrão difuso de sensibilização.
02
Tratamento com paciência
Dessensibilização e controle da dor neuropática. Bloqueios guiados por ultrassom sobre o nervo comprometido (agulha fina + anestesia local, ambulatorial). Radiofrequência (agulha fina + anestesia local) e Estimulação Magnética Transcraniana (sessão ambulatorial, sem agulha, sem anestesia) em quadros persistentes. Ortobiológico quando há componente de cicatrização tecidual envolvido (coleta + injeção guiada, com anestesia local).
03
Quando o cirurgião volta à conversa
Recuperação progressiva, medida em semanas a meses. Quanto mais cedo a intervenção, menor a chance de a dor se consolidar. A maioria é conduzida sem nova cirurgia, mas raramente totalmente sem intervenção. Suspeita de complicação cirúrgica estrutural → reaproximamos o cirurgião responsável.
Antes de qualquer procedimento
Investigação antes do tratamento.
A primeira consulta no ITC começa com anamnese aprofundada e exame físico orientado — guiado por ultrassonografia quando indicado.
Outras condições relacionadas
Quadros que costumam aparecer juntos.
Dor neuropática
Dor causada por lesão ou disfunção do próprio sistema nervoso. Ela queima, choca e formiga — e não responde aos analgésicos comuns, porque a origem é diferente.
Síndrome dolorosa regional complexa
Uma dor desproporcional que se instala num membro, geralmente após trauma ou cirurgia, acompanhada de alterações na pele, temperatura e inchaço. O diagnóstico precoce muda o prognóstico.
Dor abdominal e pélvica crônica
Dor persistente no abdome ou na pelve que já foi investigada sem achado que a explique por completo. Com frequência há um componente neuropático, de nervos da parede ou da região, que passou despercebido.
Esta é a sua dor?
Em até 48 horas após a avaliação, você recebe diagnóstico e sequência de tratamento — por escrito.
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