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Dor na coluna

Dr. Carlos Trindade e Dr. Eduardo Castro ·

Lombar, cervical, hérnia de disco — quando dor de coluna comum vira sinal de procurar especialista em dor.

Episódio de dor de coluna é comum — boa parte das pessoas tem pelo menos um na vida e se recupera com tempo, mobilização e medidas simples. O que muda o jogo é quando o episódio deixa de ser isolado: passa a recorrer, ganha intensidade ou começa a limitar o dia.

A partir desse ponto, investigação dirigida muda o desfecho.

Lombalgia

A região lombar é a mais comum. A dor pode vir de várias estruturas — músculo, ligamento, faceta articular, disco intervertebral, nervo. Identificar a estrutura responsável é o que separa "reabilitar e esperar" de procedimento dirigido com alvo.

Em quadro agudo, mobilização precoce e manejo medicamentoso racional resolvem a maior parte. Em quadro crônico (mais de três meses), nenhuma intervenção isolada resolve — o plano combina reabilitação, manejo medicamentoso, mudança de hábito e, quando indicado, procedimento minimamente invasivo guiado por imagem. Mais sobre diagnóstico em Diagnóstico das dores de coluna.

Cervicalgia

A coluna cervical é a segunda região mais envolvida. Postura prolongada em flexão, trabalho repetitivo, estresse ocupacional e traumas prévios estão entre os fatores frequentes. As estruturas que podem doer são as mesmas da lombar: músculo, disco, faceta, ligamento.

Frequente em cervicalgia: componente miofascial sobreposto (pontos-gatilho de trapézio e cervical) que mantém o ciclo dor-tensão-mais dor. Identificar e tratar esses pontos costuma fazer parte do plano.

Hérnia de disco

Quando a hérnia comprime estrutura nervosa, podem surgir choques, formigamento, fraqueza ou dor que irradia para o membro. A grande maioria das hérnias não exige cirurgia. Procedimentos guiados por imagem (radiofrequência, bloqueios anestésicos, descompressões mínimas) combinados com fisioterapia direcionada resolvem a maior parte dos casos — e dão tempo para que a hérnia seja reabsorvida.

Indicação cirúrgica clara existe — hérnia volumosa com déficit neurológico progressivo, dor refratária a todas as alternativas conservadoras e minimamente invasivas — mas é minoria.

Quando procurar especialista

  • A dor persiste por mais de três meses
  • Tratamento anterior (fisioterapia, anti-inflamatório) não respondeu como esperado
  • A dor compromete trabalho, sono ou atividades do dia a dia
  • Há formigamento, fraqueza ou perda de sensibilidade no membro
  • A dor irradia para a perna ou para o braço

Texto revisado por Carlos Trindade — CRMMG 45.568, RQE em Anestesiologia · CIPS/FIPP (Medicina Intervencionista da Dor). Currículo completo →

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