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Artrose: causas e sintomas

Dr. Carlos Trindade e Dr. Eduardo Castro ·

Artrose é o desgaste progressivo da cartilagem articular. Quais são as causas, como reconhecer e em que ponto buscar o especialista em dor.

Artrose (osteoartrose ou osteoartrite) é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações. A cartilagem funciona como amortecedor entre os ossos — quando desgasta, os ossos passam a friccionar diretamente, gerando dor, inflamação e perda gradual de mobilidade.

É a forma mais comum de doença articular em adultos e idosos — mas também aparece em pessoas jovens com fatores de risco específicos.

As causas mais frequentes

Envelhecimento. A cartilagem perde água, elasticidade e capacidade de reparo ao longo da vida. Não é destino — é fator de risco que se combina com os outros abaixo.

Sobrecarga articular. Atividades de impacto repetido, trabalho com carga, esporte de alta intensidade sem preparo. Quanto mais ciclos de estresse sem recuperação, mais rápido o desgaste.

Obesidade. Cada quilo extra representa três a quatro quilos de carga adicional nos joelhos durante a marcha. É a alavanca modificável mais subestimada na artrose de joelho e quadril.

Genética. Existem perfis familiares de artrose precoce — sobretudo em mãos e joelhos. Não é regra, mas é um fator que conta.

Lesões prévias. Entorses graves, rupturas ligamentares ou meniscais, fraturas articulares aumentam o risco de artrose pós-traumática anos depois do evento.

Como costuma se manifestar

  • Dor mecânica. Piora com carga e movimento, melhora com repouso. Nos estágios avançados, pode ser constante.
  • Rigidez matinal curta. Geralmente menos de 30 minutos, melhora com o início do movimento. Diferente da rigidez prolongada das artrites inflamatórias.
  • Crepitações. Estalos, sensação de "areia" durante o movimento.
  • Perda de amplitude. Dificuldade para agachar, subir escadas, alcançar prateleiras.
  • Inchaço e calor. Em surtos inflamatórios localizados.
  • Deformidade. Em estágios avançados — desvio do eixo, aumento ósseo visível.

Quando procurar especialista

Dor articular que persiste por mais de três meses. Limitação para atividades do dia a dia. Necessidade frequente de anti-inflamatório. Quanto mais cedo a investigação, mais opções dentro do plano não-cirúrgico — e mais chance de preservar a articulação por mais tempo.


Texto revisado por Carlos Trindade — CRMMG 45.568, RQE em Anestesiologia · CIPS/FIPP (Medicina Intervencionista da Dor). Currículo completo →

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